POLÍTICA

A luta do deputado Bebeto para liberar o acesso da Linha Vermelha à Dutra

Estrutura da Light impede avanço de projeto que promete desafogar o trânsito em um dos eixos econômicos mais importantes do Brasil

A rotina de quem vive na Baixada Fluminense é marcada por um desafio constante: a falta de mobilidade urbana. Atualmente, o retorno para casa pode significar até duas horas de espera em engarrafamentos. Para solucionar esse gargalo, o projeto de duplicação da Via Dutra prevê um novo viaduto conectando a Linha Vermelha diretamente à rodovia, o que desafogaria as pistas marginais e beneficiaria milhares de motoristas.

No entanto, o progresso da obra esbarra em um obstáculo físico e burocrático. O deputado federal Bebeto (PP), membro da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, tem intensificado as cobranças pela retirada de uma torre da Light que está exatamente no traçado da nova alça. Segundo o parlamentar, a permanência da estrutura trava a finalização do viaduto há pelo menos meio ano.

“Essa estrutura atrapalha o desenvolvimento da Baixada Fluminense, uma área por onde passa 50% do PIB brasileiro”, afirmou Bebeto durante sessão plenária. O deputado destacou que já realizou audiências públicas com o Ministério dos Transportes, a ANTT e a concessionária Ecovias Rio Minas, mas a solução definitiva depende da companhia de energia”, enfatizou o parlamentar.

Mobilização
Segundo Bebeto, mesmo após reuniões diretas com a presidência da Light e o envio de diversos ofícios reiterando o pedido, a torre permanece no local. Para o deputado, o investimento em mobilidade é urgente para o povo da Baixada, que sofre pontualmente nos horários de pico. “O povo enfrenta engarrafamentos de 2 ou 3 horas por falta de investimento. É inadmissível que uma torre de energia paralise uma obra tão estratégica para o estado”, concluiu.

Efeito cascata em outras cidades
Esse travamento constante gera um efeito cascata em cidades como Belford Roxo, Queimados e Japeri, onde o transporte público e o escoamento de mercadorias ficam reféns da imobilidade.

Além do prejuízo econômico direto ao PIB regional, há um custo social invisível: a perda da qualidade de vida e o desgaste físico dos trabalhadores que, somando os dois sentidos, chegam a passar o equivalente a quase um dia inteiro de trabalho por semana presos dentro de veículos. A conclusão do novo acesso é vista não apenas como uma obra de engenharia, mas como uma medida humanitária urgente para devolver o tempo e a dignidade ao cidadão da Baixada.