Belford Roxo realiza oficina participativa do Plano Local de Ação Climática
A oficina participativa “O Plano Local de Ação Climática de Belford Roxo” cotou com a participação de diversas áreas governamentais
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Belford Roxo promoveu na quarta-feira (25-08), na Primeira Igreja Batista do Bairro das Graças a oficina participativa “O Plano Local de Ação Climática de Belford Roxo”, que é uma iniciativa do Programa Ambiente Resiliente da ONU-Habitat e da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade do Estado do RJ, com apoio técnico do ICLEI ((International Council for Local Environmental Initiatives, ou ICLEI – Governos Locais para a Sustentabilidade), que é a principal rede global de governos locais e regionais dedicada ao desenvolvimento urbano sustentável.
O programa tem como meta a elaboração de 34 Planos Locais de Ação Climática (PLACs) em municípios prioritários do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de enfrentar os impactos da mudança do clima, reduzir riscos de desastres e construir cidades mais resilientes e sustentáveis.
Oficina de trabalho
De acordo com a secretária interina de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Belford Roxo, Flávia Marques, o Fórum configura-se como uma instância participativa e consultiva fundamental para a Governança Climática. “A oficina de trabalho é aberta ao público e pretende reunir governo, sociedade civil, academia e setor privado, com o objetivo de construir ações de prevenção e mitigação baseadas no contexto socioambiental e nas necessidade”, destacou a secretária.
Planejamento específico
Trinta e quatro municípios do Rio de Janeiro irão receber até 11 de setembro, o primeiro ciclo de oficinas participativas para subsidiar o diagnóstico da elaboração dos Planos Locais de Ação Climática (PLACs) em 34 municípios das sete regiões hidrográficas do estado do Rio de Janeiro.
Os planos vão contribuir para um planejamento específico para redução dos impactos das mudanças do clima voltados para cada território, levando em consideração suas características locais. De acordo com os levantamentos, de 2010 a 2022, o Estado do Rio de Janeiro registrou 752 desastres extremos, com 1,523 mortes e um prejuízo material girando em torno de R$ 12 bilhões.
Escolas mostram consciência ambiental
Durante o evento, as escolas municipais José Pinto Teixeira, do bairro Recantus, e Tenente Walmor Lynch Valença (Shangrilá), que desenvolvem projetos ambientais fizeram apresentações com alunos e professores. A José Pinto abordou diversos temas como a horta na escola e a produção de sabão feito com óleo de cozinha reciclado.
A unidade desenvolveu ainda uma cartilha educativa para orientar moradores em caso de risco extremo. A gestora Vera Lúcia e a professora de Ciências, Geise Wyterlin. Já a Tenente Walmor apresentou um grupo de alunos chamado de “Guardiões do Meio Ambiente”. Eles estavam acompanhados pela gestora da unidade, Gisele Ramalho, e integrantes da unidade.
Defesa Civil mapeou o bairro Recantus
O secretário Municipal de Defesa Civil, Evalder Perini, destacou que o órgão já mapeou o bairro Recantus (antigo Babi) para facilitar os trabalhos em caso de ter que esvaziar a área em época de temporal. “Cadastramos os moradores e sabemos da necessidade de cada um. Fizemos a rota de fuga. Nossa preocupação agora é com o El Niño. É importante que todos os moradores se cadastrem pelo número 40199 para que recebem SMS com informações climáticas”, concluiu Evalder Perini, lembrando que os pontos de apoio no bairro estão sinalizados.
Participaram ainda do evento representantes de diversos órgão, como: Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade; ICLEI, ONU-Habitat, além da sociedade civil organizada, entre outros.
Jeovani Campos / PMBR





















