Candido Mendes morre aos 93 anos
Professor, escritor e integrante da ABL morreu de embolia pulmonar na tarde da última quinta-feira
O integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), professor e escritor Candido Mendes de Almeida morreu na tarde da última quinta-feira (17) no Rio. A causa foi embolia pulmonar. O corpo foi cremado no dia (18).
Candido Antonio Mendes de Almeida nasceu no Rio. Foi professor, educador, advogado, sociólogo, cientista político e ensaísta brasileiro. Deixa viúva, a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, além de quatro filhos e cinco netos.
Foi professor e educador em algumas das mais respeitadas instituições de ensino do país, como a PUC do Rio de Janeiro e a Fundação Getulio Vargas. Também deu aulas como professor visitante em algumas das principais universidades americanas, como Harvard, Columbia e Stanford.
Acadêmicos, amigos e personalidades lamentaram a morte de Mendes. O presidente da ABL, Merval Pereira, determinou o cumprimento de luto de três dias e que a bandeira da Academia fosse hasteada a meio mastro.
Trajetória marcante
Bacharel em direito (1950) e filosofia (1951) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e doutor em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, na Universidade do Brasil.
Foi o quinto ocupante da cadeira nº 35 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 24 de agosto de 1989, na sucessão de Celso Cunha.
Entre suas obras publicadas destacam-se: “Nacionalismo e Desenvolvimento” (1963), “O País da Paciência” (2000), “Subcultura e mudança: por que me envergonho do meu país” (2010), “A razão armada” (2012), entre outras.
Possuía ainda uma extensa atuação como professor visitante em universidades do exterior, como Brown University, New York University, New Mexico University, University of California (LA), Stanford, Columbia e Harvard, entre outras.





















