JAPERI

CPI da Câmara aponta desvio milionário e pede a cassação de prefeita de Japeri

A política de Japeri, na Baixada Fluminense, atravessa um momento de forte turbulência após a conclusão do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a saúde municipal. O documento revela graves irregularidades em um contrato de R$ 143 milhões firmado entre a Secretaria de Saúde e a Organização Social Cempes.

A empresa, que presta serviços na cidade desde 2024, também mantém operações em municípios vizinhos, como Queimados e Maricá, o que acende um alerta sobre a gestão dessas parcerias em toda a região.

De acordo com as investigações, o contrato milionário serviu de pano de fundo para um esquema de desvio de verbas públicas. Um dos pontos centrais da denúncia envolve o Dr. Charles Crespo Céspedes, cunhado da prefeita Fernanda Ontiveros (PT) e principal doador de sua campanha eleitoral.

O relatório aponta que o médico atuava como “funcionário fantasma”, assinando folhas de ponto sem o efetivo cumprimento da carga horária. Ao todo, a comissão estima que quase R$ 400 mil foram pagos indevidamente ao Dr. Charles, valor que a CPI agora exige que seja devolvido aos cofres públicos.

Evidências de corrupção
Diante das evidências de corrupção e má gestão, o relatório final da comissão é contundente: pede a cassação imediata do mandato da prefeita e o rompimento imediato do contrato com a OS Cempes. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará a conduta da gestora sob a ótica da Lei de Improbidade Administrativa. Se condenada, a prefeita poderá enfrentar, além da perda do cargo, a suspensão de seus direitos políticos e a obrigatoriedade de ressarcir o erário pelos danos causados à saúde da população.