Dr. André Maciel: diagnóstico precoce eleva chances de cura em até 90%
Referência em cirurgia oncológica no Rio de Janeiro, o chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Federal do Andaraí alerta para os perigos de esperar pelos sintomas graves e destaca o papel da prevenção ativa
No combate ao câncer, o relógio é o aliado mais valioso do paciente. Enquanto a descoberta da doença em estágios iniciais pode elevar as chances de cura para até 90%, o diagnóstico tardio reduz drasticamente as perspectivas de recuperação. No Rio de Janeiro, o cirurgião geral e oncológico Dr. André Maciel da Silva reforça que exames preventivos de rotina e a atenção aos sinais silenciosos do corpo são as ferramentas mais poderosas da medicina moderna para reverter as estatísticas e salvar vidas.
Muitas pessoas escutam sobre diagnóstico precoce, mas poucas conhecem o impacto real disso nos números. No câncer colorretal, por exemplo, quando a doença é identificada em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%. Já em fases avançadas, com metástase, a sobrevida cai drasticamente, segundo dados da Pfizer Brasil.
Cenário se repete
De acordo com o Dr. André Maciel, o cenário se repete em outras frentes da oncologia: Câncer de Mama: Na forma localizada, a taxa de sobrevida em 5 anos pode ultrapassar 99%. Em estágios metastáticos, esse número cai para cerca de 31%.
Oncologia Pediátrica: Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o diagnóstico precoce também faz a diferença para os pacientes mais jovens. Hoje, muitos cânceres infantis apresentam taxas de cura acima de 70% a 80% quando identificados precocemente e tratados adequadamente.
Esses dados evidenciam uma realidade importante: o câncer nem sempre começa dando sinais intensos. Em muitos casos, esperar por sintomas graves pode significar descobrir a doença tarde demais.
“Exames preventivos, atenção aos sinais do corpo e acompanhamento médico regular continuam sendo algumas das ferramentas mais poderosas da medicina moderna. O medo do diagnóstico ainda afasta muitas pessoas dos exames. Mas ignorar não impede a doença de evoluir”, enfatiza o médico.
“Tem Cura?”
Quando alguém recebe um diagnóstico de câncer, uma das primeiras perguntas costuma ser: “Tem cura?” A resposta depende de vários fatores, mas existe um detalhe que frequentemente define o prognóstico: o estágio em que a doença é descoberta.
Nessa fase inicial, o tumor geralmente está localizado, tornando as possibilidades de tratamento maiores e muito mais eficazes.
“O problema é que diversos cânceres podem evoluir silenciosamente. Em muitos casos, os sintomas aparecem apenas em fases mais avançadas da doença. É exatamente por isso que exames preventivos, acompanhamento médico e atenção aos sinais do corpo são tão importantes”, alerta Dr. André.
O especialista lembra ainda que, além do diagnóstico precoce, outros fatores influenciam no sucesso do tratamento, como o tipo do tumor, características genéticas, idade, estado geral de saúde e a resposta terapêutica. Felizmente, a oncologia atual dispõe de terapias cada vez mais modernas e personalizadas, o que aumentou significativamente as chances de controle e cura.
“Mas existe um erro comum e perigoso: esperar ‘sentir algo grave’ para procurar ajuda. Na oncologia, o tempo pode ser decisivo. Falar sobre câncer ainda assusta muitas pessoas, mas informação correta salva vidas”, conclui.
Quem é o Dr. André Maciel
Referência na área médica fluminense, o Dr. André Maciel é o chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Federal do Andaraí, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Sua sólida trajetória acadêmica e profissional inclui: Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Residência médica em Cirurgia Geral pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ); Residência em Cirurgia Oncológica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Fora do centro cirúrgico, o especialista divide em seu perfil no Instagram o seu amor pela vida, pela família e pelo Fluminense, seu time do coração.





















