Gildo Gonzaga: uma trajetória de serviços, lealdade e dedicação a São João de Meriti
Ex-vice-prefeito e ex-presidente da Câmara Municipal repassa sua trajetória na vida pública, detalha o trabalho voluntário no Lions Club e analisa o cenário político local
Jornal aGora! — O entrevistado desta edição é o professor Gildo Gonzaga, cujo nome completo é José Gildo Gonzaga, oitentão, casado, pai de três jovens senhoras, nascido em Campina Grande, na Paraíba, e tricolor de coração. Professor, primeiramente queremos agradecer por nos conceder a oportunidade de entrevistá-lo. Dito isso, perguntamos: além de professor, quais as atividades que o senhor desempenha ainda hoje, seja no âmbito profissional, seja por meio da atividade comunitária?
Gildo Gonzaga — Fernando, quero agradecer ao Jornal aGora! e me colocar à disposição para responder às perguntas que me forem dirigidas. Bom, quanto ao fato de ser aposentado, não me permito me afastar de outras atividades. Hoje, por exemplo, dedico parte do meu tempo ao Lions Club Meriti, onde realizamos um trabalho assistencial com uma equipe de voluntários. É importante frisar que nosso lema é: “Nós servimos”.
Jornal aGora! — Professor, quais atividades são prestadas pelo Lions?
Gildo Gonzaga — Fernando, o Lions, além das atividades assistencial e social, mantém uma estrutura de serviços, cultura, esporte, lazer e informática, onde o objetivo é dar ocupação, principalmente aos jovens, para prepará-los para o futuro que os espera. Além disso, ainda temos atendimento de fisioterapia.
Jornal aGora! — Professor, o senhor é visto como um político liberal, com trânsito em todas as áreas. Por essa razão, perguntamos: quais cargos o senhor exerceu na vida pública?
Gildo Gonzaga — Fernando, primeiro quero fazer justiça aos que me lançaram na política. Nomes como Eurico Neves, Celestino Cabral, Denoziro Afonso, Jorge Picciani e Moreira Franco foram importantes para minha formação político-partidária. Mas, por dever de justiça, não posso esquecer de pessoas como Antônio de Carvalho, ex-prefeito; Almerinda de Carvalho, ex-deputada federal; Dr. João, ex-prefeito; Altair Soares, com quem tive a honra de dividir a direção da Previ Meriti; e Dr. Moita, procurador municipal, já que cada um a seu tempo foi importante para o meu aperfeiçoamento na formação política e administrativa. No âmbito pessoal, devo à minha família, que mesmo nos momentos mais difíceis sempre esteve ao meu lado.
Jornal aGora! — Professor, vamos deixar a modéstia de lado e objetivar melhor a pergunta: quais cargos eletivos e executivos o senhor exerceu no Legislativo e no Executivo?
Gildo Gonzaga — Fernando, fui coordenador do Núcleo de Educação e Cultura, ligado à Secretaria de Estado de Educação; também fui secretário de Educação por duas vezes em São João de Meriti; exerci ainda o cargo de secretário de Governo em Meriti e fui presidente do Instituto de Previdência dos Aposentados e Pensionistas. Fui vereador por dois mandatos, período em que presidi a Câmara Municipal. Também no Legislativo fui líder do governo e, para finalizar, tive a honra de ser vice-prefeito.
Jornal aGora! — Professor, vamos falar de lealdade, pois é assim que o senhor tem se comportado na vida. De tantos exemplos a destacar, escolhemos dois: o primeiro foi quando, na qualidade de vice-prefeito, o senhor se recusou a participar de um “golpe” para cassar o prefeito à época, Uzias Mocotó. Já o segundo tem relação com o Dr. João, uma vez que o senhor foi um dos coordenadores de suas campanhas políticas, fez parte do primeiro time da administração e, hoje, não mais o acompanha em sua jornada eleitoral. É possível falar sobre ambos os casos?
Gildo Gonzaga — Fernando, no primeiro caso, devo dizer que recusei conversar sobre o afastamento do ex-prefeito Mocotó por discordar daquele movimento. É fácil explicar: não havia investigação formal contra a gestão do governo, portanto não seria correto afastá-lo do cargo. Na ausência de crime ou improbidade, não seria razoável tal atitude. Questões políticas entre os poderes se resolvem conversando, e não legitimando um golpe.
Quanto a deixar o grupo político do Dr. João, a resposta é simples: o Dr. João, ao término de seu mandato, disse que não mais concorreria a cargo eletivo. Assim, cada um de nós deixou politicamente o ex-prefeito, muito embora a amizade persista. O sentido de grupo foi dissolvido, principalmente porque ele abandonou suas principais lideranças. Não tinha mais sentido ficar esperando o Dr. João tomar uma nova decisão, ou seja, vir a ser candidato novamente, quando não havia mais tempo para agrupar. Desejo sucesso ao Dr. João, muito embora meus candidatos hoje sejam o Luciano Vieira para federal e Léo Vieira Filho para estadual.
Jornal aGora! — Professor, pelas razões expostas, pergunto: o senhor abandonou a política ou está engajado em um novo projeto?
Gildo Gonzaga — Fernando, até pensei em largar a política, mas os amigos cobram muito: “Em quem votar?”. Refleti em quem votar nas eleições de 4 de outubro. Não procurei outro grupo político, até que o amigo Léo Vieira me pediu para ajudar seu irmão, Luciano Vieira, e seu filho, Léo Vieira Filho, cujas eleições significarão maior atenção para o atual governo. Também pesou na escolha o fato de conhecer Léo Vieira de longa data. No convívio, pude medir a nobreza de seus sentimentos e a lisura de seu caráter — não que os demais não os tenham. É uma questão de escolha, após conversar com amigos com os quais caminhamos juntos.
Jornal aGora! — Professor, em nome do Jornal aGora!, queremos agradecer pela entrevista.





















