‘No rastro do óleo’ roubado
DRFC realiza operação contra quadrilha especializada em roubar, adulterar e falsificar o produto lubrificante
A Operação no Rastro do Óleo, desencadeada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Carga (DRFC) na última quinta-feira, desarticulou uma quadrilha especializada em roubar cargas de óleos lubrificantes para adulterar e falsificar o produto. As investigações apontam que o bando causou prejuízos de mais de R$ 2 milhões, no período de um ano. Agentes da Delegacia Fazendária (Delfaz) e da Polícia Rodoviária Federal apoiaram a operação.
A especilizada tinha o objetivo de cumprir seis mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Nove pessoas acabaram presas, uma delas foi baleada. Os agentes apreenderam uma pistola, drogas e quatro carros clonados. Entre os veículos apreendidos, estavam dois que a polícia já havia identificado como sendo os usados pelos assaltantes para abordar os caminhões de carga.
Investigações iniciaram em 2021
As investigações contra a quadrilha começaram no início de 2021, após os agentes da especializada observarem uma constância nos registros de roubos de cargas do produto nas rodovias Washington Luís, Arco Metropolitano e no trecho da Niterói-Manilha, praticados da mesma modalidade.
O bando, ainda segundo as investigações, era liderado pelo empresário Joel Canuto Viegas, conhecido como o Rei do óleo, dono de diversas empresas e depósitos de óleo lubrificante e derivados na Baixada Fluminense.
Segunda fase
Essa foi a segunda etapa da operação. Durante a primeira etapa, logo após uma ocorrência de roubo de óleo lubrificante na Rodovia Washington Luiz, as equipes da DRFC se dirigiram ao estabelecimento empresarial da quadrilha.
No local foi encontrada uma imensa quantidade de óleo lubrificante, produto de crime. Os policiais ainda constataram que o grupo utilizava a empresa para adulterar e falsificar o produto.
De acordo com a especializada, até fevereiro deste ano, o bando participou de, pelo menos, oito roubos de carga de óleo lubrificante, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões para as empresas lesadas.





















