Aliado de Washington Quaquá, o militante do PT aponta o município da Região Metropolitana do Rio como referência em políticas públicas e celebra os repasses milionários enviados pelo governo federal para a saúde e a educação de São João de Meriti, seu berço político na Baixada Flumenense

A cidade de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, consolidou-se como um dos principais polos de inovação em políticas públicas e economia solidária do país.Conduzido pelo prefeito Washington Quaquá (PT), vice-presidente nacional do PT, o município alcançou o feito de transformar a receita temporária dos royalties do petróleo em uma estrutura sólida de bem-estar social, desenvolvimento e sustentabilidade.
O pilar dessa mudança é uma estratégia financeira bem desenhada. Sendo uma das cidades que mais arrecada com a exploração petrolífera na Bacia de Santos, Maricá projeta um orçamento de R$ 7,36 bilhões. Em vez de limitar o dinheiro a obras de infraestrutura convencionais, a gestão Quaquá direcionou os recursos para subsidiar os ônibus de graça (Tarifa Zero) e a moeda social Mumbuca.
Esse modelo recebe o aval do militante político Paulo Sergio Henriques Aguiar, o Paulinho do Sindicato (PT). Defensor da gestão, ele ressalta que a história recente do município, que celebrou 212 anos de emancipação no último dia 26 de maio, se mistura à trajetória de Quaquá.
“Quaquá está ligado ao desenvolvimento de Maricá nas últimas décadas. O município marcado por desigualdades é um laboratório de políticas públicas bem-sucedidas, e cresceu após o governo trabalhar para promover mudanças e ampliar oportunidades para a população”, disse Paulinho.
Apoio a Diego Quaquá
O líder partidário também manifesta apoio a Diego Zeidan Quaquá, atual presidente estadual do PT, filho do prefeito e pré-candidato a deputado federal. Aos 27 anos, Diego acumula experiência como secretário municipal de Economia Solidária (gerenciando o Cartão Mumbuca), vice-prefeito na gestão de Fabiano Horta (PT) até março de 2023, e secretário de Economia Solidária e Desenvolvimento na capital fluminense. Hoje, ele concilia a presidência do partido com a função voluntária de coordenador de ações governamentais em Maricá.
“Diego teve atuação imprescindível nos primeiros passos da implantação da Moeda Social Mumbuca, referência nacional em economia solidária, e em outros programas sociais desenvolvidos a partir dela. O trabalho dele contribui para o fortalecimento de políticas públicas baseadas em inclusão financeira e desenvolvimento local”, lembrou.
Marcas da gestão
Paulinho detalhou o impacto das duas principais bandeiras de Quaquá. Criada para erradicar a pobreza extrema, a moeda Mumbuca circula apenas no comércio local, retendo a riqueza dos royalties na própria cidade.
“Ao injetar a moeda na economia por meio de programas de renda básica, a prefeitura não apenas ampara as famílias mais vulneráveis, mas também fortalece os pequenos comerciantes, gerando emprego e renda dentro do próprio município”, disse.
No setor de transportes, os ônibus conhecidos como “vermelhinhos”, operados pela Empresa Pública de Transportes (EPT), implementaram a Tarifa Zero.
“Ao garantir transporte público totalmente gratuito para a população, Quaquá devolveu poder de compra aos cidadãos, que deixaram de gastar com passagens, e garantiu o direito constitucional de ir e vir, facilitando o acesso ao trabalho, saúde e lazer”, destacou o político.
Paulinho do Sindicato também menciona aportes expressivos nos setores de tecnologia, turismo ecológico, eventos e agricultura familiar. Ele cita o Fundo Soberano municipal, que atua como uma poupança pública para proteger as próximas gerações após o término do ciclo petrolífero.

Volume de recursos federais em Meriti e mais um aliado
Enquanto Maricá prospera na Região Metropolitana, São João de Meriti, base política de Paulinho do Sindicato na Baixada Fluminense, firmou-se como um expressivo polo de atração de verbas federais no estado. Por meio de emendas e repasses obrigatórios, o município garantiu milhões para os setores de saúde e educação. Paulinho, que atua como articulador para a chegada desses montantes, elogia o caráter republicano do governo Lula, que prioriza o atendimento às demandas da população acima de divergências partidárias.
“Lula entende que todos foram eleitos e todos representam o povo, que votou democraticamente e elegeu a pessoa que ele entendia que ia conseguir melhorar a vida dele. Em nenhuma hipótese, o governo deixará de atender necessidades por questões partidárias”, enfatizou.

Na saúde, as emendas da bancada fluminense somaram mais de R$ 37 milhões, com mais de R$ 28 milhões pagos em 2024 para obras no Hospital Municipal, Centro de Oncologia, UPA Infantil do Éden e Maternidade do Morrinho, além de R$ 1,8 milhão para o PAM Meriti. O setor ainda ganhou o reforço do programa Agora Tem Especialistas, garantindo R$ 85 milhões anuais para Meriti e Nilópolis.
Na educação, os repasses automáticos giram entre R$ 200 milhões e R$ 220 milhões anuais. O Fundeb enviou mais de R$ 180 milhões em 2024 e projeta R$ 194.072.253,83 para 2025 (incluindo R$ 8.219.752,81 de complementação federal). O FNDE injeta outros R$ 12 milhões a R$ 15 milhões por ano, sendo cerca de R$ 7 milhões para a merenda (PNAE) e quase R$ 6 milhões do Salário-Educação, além de emendas entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões anuais para creches e ônibus escolares.
Mais um aliado de peso no campo político
Com trânsito frequente em Brasília para defender os interesses da Baixada, Paulinho reforça que a construção de alianças é vital para o desenvolvimento regional. Nesse cenário, ele exalta a figura de André Ceciliano, ex-presidente da Alerj e ex-secretário Especial de Assuntos Federativos da Presidência da República. Para o militante, Ceciliano possui rara habilidade de dialogar com diferentes espectros ideológicos. “Ceciliano tem esse poder, o de buscar consensos em meio à polarização e dissidências, como fundamentais para fortalecer a coalizão partidária e traçar caminhos para disseminar a uniformidade”, concluiu.





















